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Buddha e o demônio

  • grandjean4
  • 16 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 21 de ago.

O demônio Māra tentara subjugar Siddhārtha com todas as suas forças, mas não havia se dado conta que a destruição era fundamental ao processo de ilumi- nação. No caminho do Buddha, era necessário romper o casulo do sofrimento, para que a transformação se consumasse. Era a metamorfose da consciência, que escapulia de seu cárcere e exibia suas frondosas asas a lhe transportar para as alturas. A atuação do deus Shiva, o destruidor, que em sua dança cósmica fazia valer a máxima de que, para construir é necessário, primeiro, destruir. Este se imbuiu na essência do pró- prio demônio para promover a destruição não do prín- cipe, mas do casulo que o impedia de voar. Era o final de um ciclo e o princípio de outro, algo que acometia absolutamente tudo e todos no universo. Anicca, a im- permanência das coisas, o Dharma, ou lei cósmica e o Samsara, a repetição dos ciclos, seriam algumas das li- ções mais preciosas que o iluminado passaria a semear aos ventos a partir de agora. Māra cumpriu um papel valioso, no final de tudo, no caminho do iluminado.


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@Gustavo Grandjean

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